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Ficha de Reclamação de Adhara Horváth

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Ficha de Reclamação de Adhara Horváth

Mensagem por Lysander Scamander em Sab Maio 18, 2013 8:24 pm

Nome Completo: Adhara Horváth
Progenitor: Hermes
Idade: 16
Por que deseja ser filho(a) de Hermes? Hermes é meu deus favorito. Deus dos ladrões, dos aventureiros, da magia e de mais um turbilhão de coisas, sendo assim, me parece um deus muito interessante, além do que, seus filhos costumam ser conhecidos por sua inteligência e sagacidade, o que convenhamos eu tenho de sobra.
História: Parte I
O Cliente Misterioso

Naquela manhã Annele fazia a habitual caminhada matinal até a relojoaria de seu irmão Thor, desde que viera morar com ele quando completara 16 anos de idade eles haviam combinado que ela poderia se dedicar ao balé desde que o ajudasse com sua loja. A menina, claro, não hesitou em aceitar a proposta do irmão, afinal, não conseguia pensar em nada melhor que pudesse fazer, e além do mais, o trabalho na loja não era nada difícil; tudo o que precisava fazer era ser simpática na hora de atender as necessidades dos clientes e estava tudo certo.
Quando chegou a loja por volta das 8 horas da manhã Thor estava organizando as peças novas na vitrine; provavelmente ele passara a noite toda trabalhando naquilo, pois Annele podia ver com clareza as olheiras escuras abaixo de seus olhos esmeralda. Ela abraçou o irmão com carinho e lhe deu um beijo na bochecha.
− Não devia se sacrificar tanto − disse baixinho.
− Não é sacrifício quando traz prazer, Anne − ele murmurou com um sorriso nos lábios e ficou por alguns minutos observando suas obras na vitrine através de seus óculos de meia lua.
Naquela tarde o movimento na loja não fora muito grande; Thor saiu para fazer algumas coisas no centro da cidade por alguns minutos deixando a irmã sozinha com suas obras primas. Enquanto lia uma reportagem sobre o balé clássico russo em uma revista qualquer um estranho apareceu de sabe se lá onde fazendo a saltar da cadeira de trabalho por impulso. Ela levou a mão ao coração instantaneamente e levantou-se apressada tropeçando em uma lata de lixo que se materializara no meio do caminho.
− Hã... Em que posso ajudar? − Disse em uma voz falhada.
− Eu gostaria de um relógio de bolso de ouro com uma inscrição... − explicou o homem bem humorado; seus cabelos eram cor de avelã e seus olhos claros, estranhamente ele se parecia com elfos e tinha uma aura muito acolhedora.
− Certo... Temos estes modelos − Annele apontou alguns modelos de relógio de bolso na vitrine dentre eles os que Thor construíra na noite anterior, em geral, eles não eram muito vendidos, a maioria das pessoas achava antiquadro, mas mesmo assim eram os favoritos de Thor. − A inscrição é feita na hora − ela explicou paciente, ele sorriu.
Sem que eles percebessem Thor entrou pela porta dos fundos e se dedicou a observar os dois com cautela; os olhos focados nas mãos ágeis do homem. Por fim, ele não se aguentou e saiu de seu esconderijo preocupado que pudesse deixar algum detalhe lhe escapar.
− O que faz aqui, Mensageiro? − Murmurou intrigado, uma pontada de arrogância se acomodava em sua voz.
− É bom ver você também, Thor Horváth − retribuiu o homem sorridente.
− Espero que não pretenda roubar nada... − começou Thor em tom desafiador, Annele encarou o irmão confusa.
− Assim você me ofende! − Murmurou o homem em tom de falso constrangimento.
Thor riu-se sarcástico.
− O que está acontecendo, Thor? − Intrometeu-se Annele; não costumava ver o irmão agindo daquele jeito e começou a se preocupar.
− Algo que eu gostaria de esquecer, minha querida − ele disse carinhosamente, seu tom voz mais brando quando falava com a irmã.

Eu gostaria de dizer que depois daquele dia Thor expulsou o deus de sua loja e ele nunca mais voltou a procurá-los, mas a verdade é que não foi bem assim. De fato, Thor expulsou o deus de sua loja naquele dia, mas aquilo não foi o suficiente para que ele não voltasse mais. Talvez se ele tivesse apenas encontrado o que fora procurar não tivesse voltado, mas o problema foi que ele encontrou mais do que tencionara.
O deus ficou tão encantado com a irmã do relojoeiro que passou a observá-la de longe todos os dias; as vezes ele ia a loja em formas diferentes, mas poucos vezes voltou com a forma que também encantara a jovem mulher. Não demorou muito para que eles começassem a se encontrar sem que Thor soubesse. Típicos amantes secretos; soaria tão romântico se não fosse trágico.

Parte II
O Amigo Austríaco

Depois de onze anos duas coisas mudaram na vida de Thor Horváth; primeira, sua irmã fugiu com o circo; segunda, ela deixou sua filha para que ele cuidasse.
Adh era uma criança tão bonita, suas feições eram tão mágicas, as orelhas um pouco pontudas, os cabelos dourados, seus olhos eram de uma cor indecifrável que transitava entre cor de avelã e ambar; espuleta e engraçada. Não conseguia ficar parada por mais de dois minutos, sempre procurando algo novo para fazer; sua imaginação um buraco sem fundo.
Naquela manhã Adh voltava da escola com seu amigo Rudolph Steiner, ele era austríaco, seus cabelos de limão quase cegavam a menina. Os dois passavam pela rua da feira como sempre faziam em todos os fins de tarde.
− O que será dessa vez? − Murmurou o menino estralando os dedos; poderia até parecer um ladrão profissional se não fosse pelos sete anos de idade e as falhas no lugar dos caninos superiores.
− Estou com fome − ela reclamou dando de ombros − e já que estamos na feira podíamos pegar alguma coisa por aqui − sugeriu observando enquanto os feirantes guerreavam entre si para ver quem gritava mais alto.
O menino deu de ombros.
− Por mim tanto faz.
As duas crianças passaram a engatinhar por baixo das barracas na feira arranhando seus joelhos esqueléticos nos paralelepipedos que formavam o asfalto. As mãos antes cuidadosamente lavadas agora parecia que tinham sido esfregadas com vontade no carvão. Em suas testas as gotículas de suor formavam-se lentamente.
− Pelo que calculei a barraca de frutas deve ser a próxima − murmurou Adhara em um sussurro.
Rudolph assentiu sem desviar a atenção do caminho a frente. Eles continuaram seguindo por baixo daquela barraca até o fim e então levantaram-se sorrateiramente sacudindo a terra da roupa; trocaram olhares cúmplices e avançaram para a barraca de frutas devagar, observaram as maças com cuidado por alguns segundos e quando o dono da barraca, um velho senhor carrancudo, desviou o olhar agarraram algumas maças cada um e desataram a correr ladeira abaixo. O dono da barraca saiu correndo atrás das duas crianças praguejando e xingando todos os palavrões que conhecia; os dois não pararam e continuaram correndo por toda a rua desviando das pessoas com facilidade ao longo do caminho.
Eles viraram na primeira esquina e depois em outra somente para despistar o feirante, o que pareceu surtir efeito, pois quando pararam de correr já não havia mais ninguém atrás dele. As duas crianças sentaram-se em uma pedra encostada na parede de uma casa de muro baixo com alguns duendes no jardim e devoraram as frutas roubadas com vontade; talvez aquele fosse "o sabor do trabalho".
Depois Adhara foi para a relojoaria do tio e Rudolph voltou para sua casa na mesma rua em que ela morava. Na relojoaria seu tio a esperava de braços cruzados, os óculos de meia lua faziam seu rosto jovem parecer mais velho e severo. Ele fitou a sobrinha com aquele típico olhar "explique-se agora para seu próprio bem".
− Aventuras de Agente H. e Agente S., senhor... − ela murmurou batendo continência; o tio a fuzilou de sobrancelha erguida.
− Que tipo de aventura? − Indagou seriamente.
Ela deus de ombros.
− Bem... Não podemos revelar os empreendimentos da ASHS (Agência Secreta Horváth & Steiner), senhor, sinto muito − e dito isto ela entrou na loja largando a mochila em um dos muitos balcões.
− Chega de brincadeiras, Horváth! − Exclamou o tio severamente.
− A vida é uma brincadeira, titio − murmurou simplesmente, o que estranhamente o fez recuar.
− Você lembra o seu pai quando fala desse jeito − ela parou; o tio nunca falava de seu pai, era uma regra que ela compreendia desde sempre e sentia-se estranha quando ele tocava no assunto.
− Meu... − ele não deixou que ela terminasse.
− Esqueça o que eu disse − murmurou um pouco atordoado e deu as costas para a menina encaminhando-se para sua oficina.

Naquele dia o tio de Adhara fechou a relojoaria mais cedo e eles fizessem o trajeto para casa em completo silêncio. Ele passou a noite toda trabalhando em um projeto desconhecido e pela manhã quando os dois tomavam café, antes que Adhara fosse para a escola, ele foi o primeiro a falar.
− Tenho um presente para você − disse de repente, a menina o encarou tentando se lembrar que dia era; não era Natal e muito menos seu aniversário, franziu o cenho.
− O que? Por que? − Foi tudo o que ela conseguiu dizer.
Ele deu de ombros e entregou o embrulho de papelão a menina.
Adhara desembrulhou o presente com vontade e viu uma caixa de papelão qualquer; abriu a rapidamente e dentro da caixa viu algo que a surpreendeu. Uma lâmina. Ou melhor, uma faca; uma faca pequena e afiada, cabia com conforto em sua mão. A menina olhou para o tio confusa e ele apenas sorriu.
− A lâmina é de bronze... − murmurou bebendo um gole de café. − Mata monstros − completou um pouco receoso.
Ela o fitou com o cenho franzido.
− Isso, é claro, se você encontrar algum por ai... − apressou-se a afirmar.
Ela forçou um sorriso e já estava indo guardar a faca em seu quarto quando...
− Não! − Ele proferiu entre dentes. − Carregue-a com você − disse por fim e se retirou da cozinha indo em direção ao seu quarto.
A menina deu de ombros, mas obedeceu; guardou a faca em um bolso secreto de sua mochila e colocou a mesma nas costas esperando pelo tio impaciente.

Adhara foi para a escola acompanhada do tio e de Rudolph, que se esforçava para manter uma conversa "normal" com a amiga na presença de seu tio "tenebroso". O que Rudolph queria era que o tio de Adhara não desconfiasse dos "empreendimentos secretos" da ASHS, pois isso fatalmente acabaria de vez com tudo. Infelizmente o significado de "normal" era meio diferente para Rudolph; ele ficava falando sobre como os gatos sorriam e as centopéias fumavam, ao contrário de Adhara ele costumava ler muitos livros e entre eles estava Alice no País das Maravilhas que trouxera todas aquelas histórias absurdas para sua cabeça.
− Rudy, Chesire é o nome de uma cidade inglesa − argumentava Adh, que apesar de não costumar ler livros e não porque ela não gostasse, mas porque tinha dislexia e era difícil de compreender as palavras flutuantes, adorava ler mapas, que possuíam menos palavras e quase lhe sussurravam nos ouvidos. No atlas de seu tio ela desenhara vários pontos vermelhos que representavam todos os lugares que ela gostaria de visitar durante sua vida; no fundo, era uma viajante reprimida.
− Não, Chesire é o nome do gato que sorri e se esvaiu em fumaça − bufou o menino cruzando os braços.
Adhara revirou os olhos; Rudy fez o mesmo.

A aula foi bastante tediosa, principalmente pelo fato de que Adhara não conseguia entender nada do que a professora escrevia no quadro graças a sua dislexia. Na saída da escola eles decidiram por seguir por um caminho diferente; primeiro porque receavam que o feirante ainda lembrasse de seus rostos, e segundo porque queriam mesmo um pouco de diversão.
Foram pelo caminho do rio, e Rudy tagarelava sobre como queria um dia construir um barco e sair navegando pelo mundo. A idéia embrulhou o estômago de Adh, só de pensar em barcos, água, coisas afundando, já sentia uma tremenda vontade de vomitar; é claro que gostaria de viajar o mundo todo, mas o mar não era algo que lhe agrava; fundo demais, grande demais, traiçoeiro demais.
− Acho que prefiro aviões − disse por fim.
De repente um animal meio humanoide e meio peixe saiu das águas do rio e começou a caminhar em sua direção com seus passos rastejantes; a menina arregalou os olhos, e olhou para Rudolph que estava extasiado.
− O que um garoto feio faz saindo da água? − Murmurou boquiaberto; ela olhou para ele perplexa, "como assim um garoto feio?"; mas ao invés de argumentar fez o mais sensato.
− Rudy, corre! − Gritou e apesar do que ele pensava fez o que ela disse e desatou a correr pelo gramado esverdeado.
"A coisa" continuava lhes perseguindo até que Adhara se lembrou da faca que seu tio lhe dera naquela manhã, ele dissera que matava monstros, como se já desconfiasse que ela pudesse mesmo encontrar algum andando por ai. Vasculhou a mochila em busca da pequena faca de bronze enquanto continuavam correndo; finalmente achou o bolso secreto e pegou a faca, mas ela tropeçou e o monstro estava a poucos metros atrás dos dois. Rudy parou e tentou lhe ajudar.
− Não! − Ela gritou desesperada. − Vá para casa. Eu posso cuidar disso.
Ele hesitou, mas ela lhe mostrou a faca; ainda um pouco duvidoso ele continuou a correr e Adhara encarou o monstro arfando descontrolada.
− Uma semideusa... − ele sibilou com suas feições esquisitas.
Um arrepio percorreu sua espinha e ao longe ela viu um homem de terno e calçando tênis all star com... Sim, asas. Engoliu em seco e piscou algumas vezes tentando lubrificar a vista, mas quando voltou a olhar naquela direção ele não estava mais lá. Voltou sua atenção para o monstro que não pareceu notar aquele homem; ele veio na direção da menina com seu jeito "escamoso" de ser, e o que ela fez foi um pequeno corte em sua barriga, ou o que devia ser sua barriga e ele a encarou com um olhar mortífero até virar pó.
Depois alguma coisa bateu em sua cabeça e quando Adhara acordou já estava escurecendo; olhou ao redor e não viu nem homem de terno e nem monstro escamoso; procurou por sua faca e ela estava no bolso secreto.
− Nossa! Que sonho estranho!

Parte III
O Retorno de Annele Horváth

Agora, no auge de seus 13 anos de idade Adhara convivia com o déficit de atenção, a dislexia e a hiperatividade, e como se isso não fosse problema suficiente agora havia também um problema extra, a sua porta, segurando uma mala de rodinhas e com um sorriso largo no rosto estava ela, Annele Horváth, a bailarina que fugira com o circo 12 anos atrás, sua mãe.
A menina arregalou os olhos tentando assimilar tudo o que estava vendo; atrás dela seu tio congelara com um copo de café na mão, sua expressão era tão surpresa quanto a da menina. O sorriso no rosto da mulher desapareceu quando ela percebeu as expressões de espanto no rosto dos donos da casa; provavelmente era muito diferente do que ela imaginara que veria depois de 12 anos fora de casa.
− Annele... − Thor conseguiu gaguejar.
Adhara queria gritar, dizer para que seu tio mandasse aquela mulher embora, mas ele provavelmente responderia que ela era sua mãe e ela deveria respeitá-la mesmo que tivesse lhe deixado para fugir com o circo e só tivesse voltado agora, 12 anos mais tarde. A menina revirou os olhos e foi para seu quarto sem cumprimentar a visitante; Annele praticamente invadiu a casa atrás da garotinha, que na verdade, nem era mais uma garotinha; tinha 13 anos, uma cabeça própria e uma personalidade própria, não poderia mais ser subornada por doces ou brinquedos.
− Você está grande... − a mulher murmurou pousando as mãos delicadas no ombro na menina que cruzou os braços e virou-se para encará-la.
− E você, bem... Não sei se mudou alguma coisa, não me lembro de seu rosto porque me abandonou quando eu ainda era um bebê − murmurou mau-humorada.
− Adhara, entenda, eu precisava fazer isso; o melhor para você era ficar longe de mim... − ela começou, mas foi interrompida pela garota.
− Aonde você estava com a cabeça quando pensou que o melhor para uma criança seria ficar longe de sua mãe?! − Gritou exasperada e se desvencilhou dos braços da mulher batendo os pés até seu quarto.
Mas Annele não desistiu e seguiu a menina até a porta de seu quarto.
− Eu não suportava olhar para o seu rosto e me lembrar dele... − ela não mencionou nenhum nome, mas Adhara sabia que se tratava de seu pai. − Fiquei com depressão, teria sido capaz de fazer algo contra você para chamar a atenção dele, o que talvez não funcionasse; acredite em mim, foi melhor assim.
− Eu não tenho culpa se seu amante lhe abandonou; você é... − ela se forçou a se corrigir − ... era minha mãe, não podia ter me deixado por causa dele. − Agora ela sentia vontade de chorar, mas não o fez, não queria bancar a garotinha frágil.
− Eu sei que errei, mas agora estou aqui, e estou aqui para lhe proteger. Você precisa sair daqui, Adhara; precisa ir para um lugar seguro. Está com 13 anos, certo? − A menina deu de ombros e viu o tio se aproximando. − Deixe-me te contar sua história − pediu a mulher finalmente.
− Eu não quero ouvir nenhuma história vinda de você! − Exclamou a menina odiosamente.
− Eu posso contar − ofereceu-se o tio em tom singelo.
− Ela é minha filha! Eu devo contar − protestou Annele com raiva, mas ele revidou.
− Você a abandonou quando tinha 1 anos de idade; não tem direito nenhum sobre essa menina. E não me venha com essa história de que foi por causa do pai dela; com todos os defeitos dele, ele sempre esteve por perto, sempre a protegendo. Você a abandonou porque é egoísta; egoísta o suficiente para deixar a própria filha por uma vida que não poderia ter se tivesse de cuidar dela... − Proferiu Thor enraivecido; Adhara o fitou boquiaberta e ele a puxou pelo braço até a sala.

Adh sentou-se na poltrona perto da janela e seu tio se sentou de frente para ela em uma cadeira de madeira. Encarou-a por alguns segundos com seus lindos olhos de esmeralda; ela os achava tão bonitos e tão acolhedores, sem dúvida durante todos aqueles anos ele fora o pai que qualquer garotinha gostaria de ter.
− Não sei por onde começar − ele murmurou finalmente.
− Pelo começo seria bom − ela sugeriu; ele riu.
− Lembra-se daquele acampamento que frequentei quando era adolescente? − Indagou o tio esperançoso.
Adhara lembrava-se vagamente de um acampamento que o tio mencionava de vez em quando; um acampamento que ele frequentara quando era adolescente para "crianças especiais"; assim como ela Thor também possuía dislexia, déficit de atenção e hiperatividade, isso era o que ela interpretava por "crianças especiais", talvez fosse isso afinal, ela seria mandada para um acampamento para jovens problemáticos e insanos.
− É, eu lembro. − Confirmou sem vontade.
− E você se lembra que quando era pequena eu enchia sua cabeça com histórias sobre a Mitologia Grega todas as noites...
Ela balançou a cabeça afirmativamente com um sorriso no rosto.
− Bem, isso tudo está interligado; o seu pai está no meio disso.
A menina encarou o tio sem nada dizer por alguns instantes; não via como um acampamento para crianças problemáticos, mitologia grega e seu pai estivessem interligados, a não ser que ele fosse, tipo, o dono do acampamento e ele tratasse crianças problemáticas contando as histórias da mitologia grega; pois é, seria bem possível que fosse isso.
− Hã... − foi o que ela conseguiu dizer; simples, mas eficaz.
− Certo, sejamos mais claros. Adhara seu pai é um deus grego.
Ela franziu o cenho e começou a procurar por algum vestígio de brincadeira no rosto do tio, mas não encontrou nada. Ele permaneceu em silêncio.
− Isso... Isso é sério? − Ele balançou a cabeça afirmativamente.
− Você não está...
− Blefando? Não, essa é a mais pura verdade.
Adhara arregalou os olhos e então esboçou um sorriso travesso nos lábios.
− Caracas, quer dizer que meu pai é um deus grego? Isso é hilário, tio!
− Bem, é... mas você precisa ir para o acampamento
− Ah, o acampamento para retardados, mas por que? Eu sou uma... semideusa − subitamente ela se lembrou do monstro meio humano e meio peixe que ela confrontara alguns anos atrás; nunca contou aquilo para ninguém, pois achou que estava sonhando, e como Rudy não comentou nada ela achou que tivesse mesmo sonhado.
− Não é para retardados − agora ele parecia um pouco bravo, afinal, frequentara aquele acampamento e ela se esquecera − o Acampamento Meio Sangue foi feito para proteger os semideuses como você dos monstros; lá vocês treinam e aprendem a lidar com as diversas situações de risco que passam durante toda a sua vida.
− Certo, mas se é para semideuses por que você... − ela parou subitamente encarando o tio, a desconfiança rondando por sua mente.
− Sou um semideus, Adh. Filho de Hefesto, deus das forjas e do fogo − ele estalou os dedos e faíscas saíram deles.
Ela sorriu.
− Minha mãe... − Ele balançou a cabeça negativamente; um alívio percorreu seu corpo no mesmo momento.
− Bem, agora, você tem que arrumar suas coisas; os monstros já devem estar sentindo seu cheiro, não esqueça sua faca. Temos que partir o mais rápido possível.
Ela obedeceu; pegou o que mais lhe agradava e não esqueceu a faca. Quando voltou Annele estava conversando com ele; não lhe agradava a ideia de que ela fosse com eles, mas decidiu não argumentar.
Thor tirou algumas bolinhas verdes do bolso e entregou uma para Adhara.
− O Acampamento fica nos E. U. A − explicou e ela entendeu instantaneamente porque ele sempre insistira que ela aprendesse inglês com fluência − se formos de avião vai demorar muito e Zeus não gosto muito de semideuses, a não ser que sejam seus próprios filhos; essas pérolas vão nos levar até lá, tudo o que tem que fazer é pisar nelas e pensar no lugar para o qual queira ir. − Ele tirou uma foto do bolso e mostrou para a menina.
− Long Island? − Murmurou em tom duvidoso; ele confirmou.
O tio pousou a pérola no chão e Adhara fez o mesmo; olhou para a mãe receosa e tudo o que a mulher fez foi lhe dar um beijo na bochecha confirmando que não iria com eles; Adh teve de reprimir a vontade de limpar o beijo da bochecha e se concentrou na pedra.
− Pronto − disse o tio e os dois pisaram na pérola ao mesmo tempo.


Última edição por Adhara C. Horváth em Qui Jul 04, 2013 10:18 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Ficha de Reclamação de Adhara Horváth

Mensagem por Convidado em Sab Maio 18, 2013 9:35 pm

Ficha Aceita
Só não se esqueça que nomes próprios começam com letra maiúscula.

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