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Ficha de Reclamação de Berit Astryd Njorthrbiart

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Ficha de Reclamação de Berit Astryd Njorthrbiart

Mensagem por Apolo em Seg Maio 13, 2013 9:40 am

Nome Completo: Berit Astryd Njorthrbiart
Progenitora: Atena
Idade: 16
Por que deseja ser filho(a) de Atena? kay, vamos lá! Atena foi sempre a que mais me chamou a atenção dentre os Olimpianos. Suas habilidades de lógica são maravilhosas, o jeito que ela consegue resolver os problemas debatendo apenas oralmente, bom, além da inteligência espetacular. Sei que minha inteligência não passa nem perto da de Atena, e nem ousaria comparar-me a ela, mas sinto que temos coisas em comum... Sendo sua filha me esforçaria ao máximo para jamais desapontá-lá.
História: Não sei exatamente aonde nasci - provavelmente nunca irei descobrir - mas sempre morei em Larvik, na Noruega, e digamos que não é o melhor para se viver, exceto que você tenha imaginação de sobra para conviver com os mitos locais; sabe? Todo aquele papo dos vikings e dos deuses nórdicos... Desde pequena ouvia as histórias mágicas e aventureiras; ainda lembro das noites sentada de frente para a lareira, segurando um grande copo de chocolate quente e encolhida nos braços de papai, que com sua voz hipnotizante narrava batalhas épicas. Thor, Odin, Loki, Freyja, Frigg, Sigyn... Quantos sonhos eu tive com eles, aonde eu ajudava as divindades, tornando-me heroína, sendo reconhecida e adorada por todos, ajudava-os a resolver enigmas para fazer acordos com os trolls, mas isso jamais acontecia, eu era apenas a filha única de um guia turístico que morava em um chalé, o qual durante as nevascas ficava coberto por neve, sendo preciso até uma semana para retirar toda a camada branca da casinha.

Meu pai é um cara legal, ele é tranquilo e extrovertido, e não liga muito para o mundo. Como eu tenho saudades, queria poder ainda abraçá-lo todos os dias e apurar os ouvidos para algum conto novo... Se não tivesse descoberto de nada, acho que ainda seria feliz.

* * *


O sinal da última aula bateu, e eu nunca fiquei tão feliz com isso. Não é nada agradável ser chamada de Garota do Nome Esquisito, ou então, Estranha, Maluca e todas essas coisas, meu nome nem é tão estr... Certo, certo, talvez ele seja mesmo diferente, mas era MEU nome, e eu amava ele. Último dia de aula! Custei a acreditar que depois de ter mudado três vezes de escola em um único ano (como aconteceu na 6ª série) eu tinha conseguido essa dádiva. Meu diagnóstico de dislexia e TDAH me fez mais diferente ainda das outras crianças, e uma coisa que me intrigava era isso nunca ter afetado minhas leituras, não de forma grave; eu tinha que reler a frase uma ou duas vezes para saber se tinha lido certo, e assim seguia a minha paixão por livros.

- Senhorita Astryd - A professora de literatura falou no instante em que eu colocava a bolsa nas costas. Me virei surpresa

- Sim, senhora Boyun?

- Acho que você atingiu a sua meta, certo?

- É, creio que sim. Acabei um ano inteiro na escola, sem ter ataques psicóticos, Uh! - Disse, tentando parecer empolgada

A senhora Boyun era a minha professora favorita, apesar de não saber pronunciar o meu último nome, ela havia me contado um segredo sobre ele, na língua antiga, Njorthrbiart significa Heroína.

- Vamos lá, mais animação! - seu sotaque me confundia um pouco, de vez em quando. Boyun viera de Nova Iorque, para estagio e acabou por ficar!

- Tudo bem - consegui sorrir - Eba, eu consegui! - Dessa vez eu gritei

- Assim está melhor - falou - Querida, vou sentir sua falta, mesmo.

- Eu também - eu não sei o porquê, mas abracei-a forte e vi algumas lágrimas escorrerem

- Antes de ir, quero te entregar algo, é uma recordação mas também uma recomendação - e tirou um envelope verde-folha do bolso. Era grande e bonito, tinha o cheiro da senhora Boyun - flores silvestres no ápice primaveril. Me entregou e olhou para o lado - Bom, até mais. Sinto que nos veremos em breve - Em seguida, passou pela porta da sala de aula. Corri atrás dela, mas era tarde demais. Não tive escolha senão ir para casa.

Quando passei pela porta, joguei a mochila no sofá e abri o envelope. Comecei a ler.

Berit,

Quando estiver lendo estas linhas, cuidado. Fique atenta a cada ruído que ouvir, eles podem estar próximos, mas não se assuste porque já tem um guardião.

Minha querida heroína, dos nomes mais lindos que já conheci. Venho por meio destas linhas contar-te uma história, sei que ama ouvir narrações fantásticas e talvez goste dessa também. Um aviso: Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência...

"Há 16 anos atrás, uma jovem de carácter sério decidiu passar alguns dias na cidade de Larvik. Se hospedou em um hotel de luxo e, como quando chegará a lua estava alta no céu, se resolveu por conhecer os vilarejos quando o dia raiasse. Estava a observar o andar monótomo dos habitantes, quando avistou um rapaz sorridente que guiava um pequeno grupo, apontando para lá e para cá, mesmo não precisando de ajuda, se juntou a aglomeração, só para vê-lo mais de perto. Quando os olhos do guia encontraram os dela, abaixou a cabeça com vergonha e ele também. Haviam se apaixonado. Mas esta moça era orgulhosa demais para demonstrar os sentimentos, alguns diziam ser frieza, mas ela tinha seus bons motivos para evitar qualquer relação.


Uma semana se passou para que Nils - o amante - se declarasse. Ele bateu a porta de seu quarto, no hotel trajando vestes elegantes e trazendo na mão um buquê de Lírios:

- Não suporto mais guardar isso, é intenso. Desde a primeira vez que te vi, meu coração disparou e não te tiro da mente. Seja feliz ao meu lado, jovem bela de nome desconhecido. - Os olhos cinzentos dela brilharam por pouquíssimo tempo, até que dissesse:

- Isso não é possível, eu não te amo como você o faz em relação a mim. Jamais seria feliz contigo

- Não me engane, e não engane a si mesma também. Está escrito em tua face que sente algo, vejo o jeito que me olha

- Que atrevido! - Disse, com as bochechas rosadas - Como ousa dizer coisas cobre mim sem ter certeza?

- Mas eu tenho certeza - o jovem interveio - Não me engana - e com um sorriso travesso no rosto, tentou beijá-la. Ela se sobressaltou e correu para dentro do quarto, trancando a porta.

Do lado de fora ele ficou completamente confuso. Estaria então enganado? Ela não gostava dele? Enquanto lá dentro, ela sorria, deleitando-se nas palavras doces dele... O beijo não aconteceu e não aconteceria... algo maior estava por vir.

Nils, tomado pela mágoa tentou levar uma vida normal e nove meses se passaram... Ao fim deste período, voltando do seu serviço, encontrou uma mulher coberta por um manto; nos braços ela trazia uma criança. Os olhos denunciaram-na:

- O que está a fazer aqui? Não foste embora para viver tua vida feliz em outro lugar?

- Não. Minha, nossa, felicidade adormece agora em meus braços - Ela jogou o capuz para traz - Nossa filha

O mundo parou de girar e nada mais fez sentido, dentro de sua cabeça, ele ouvia marteladas de dúvidas. Seria ela louca? Como poderia ter tido uma filha se nunca tiveram contato nenhum?

- Deixe de besteiras, eu não tenho filha contigo. - gritou impaciente

- Por favor, me dê uma chance de lhe contar tudo. - Ela suplicou, e ele não podê negar. Sentaram-se em um banco de praça e ela começou dizer. As palavras eram como bombas que estouravam uma após a outra - Eu sou Atena, a deusa da sabedoria. Eu me apaixonei por ti, que foi um erro. E quando tentava me livrar deste amor, ele só crescia dentro de mim. A criança é consequência da minha fraqueza, ela não tem culpa de ter nascido, só... aconteceu. Não posso deixá-la a mercê deste mundo ignóbil, tão pouco posso criá-la em meio aos deuses, eles iriam matá-la. Você é o pai dela, mesmo que não acredite esta menina é sua também. Preciso que cuide dela, que dê todo o amor que eu não poderei dar-lhe, que faça ela feliz... - Ela parecia ter lágrimas nos olhos - Este foi um erro do qual não me perdoarei jamais, ela sofrerá por causa disso, terá várias dificuldades para saber quem é e até mesmo depois que descobrir. Por favor, ajude-a a sobreviver aqui? - e estendeu os braços com a pequenina para Nils. Ele hesitou, mas acolheu-a desajeitadamente

- Essa história não me convenceu muito, mas irei aceitá-la. Este bebê não tem culpa das mentiras que a mãe usa para abandoná-lo -

- Não estou mentindo, por Zeus - e um trovão ecoou - se não acredita, não posso obrigá-lo - Ela acariciou o manto que envolvia a menina e pequenos bordados começaram a surgir no pano branco, finos traços dourados formaram desenhos lindos. - Até breve, filha. Mesmo longe, estarei olhando por ti, me perdoe por isso - e, colocando o capuz de novo, desapareceu na neblina.

Nils não acreditava no que seus olhos viam, estivera mesmo com a Pallas Atena, e segurava uma filha de ambos! Não havia mais nada do que duvidar, ele levou a menininha para casa e cuidou dela, como prometido, batizando-a de Berit Astryd Njorthrbiart, a semideusa do nome mais diferente e mais bonito de toda a Larvik!"


Aonde ela mora até hoje, sem saber de suas verdadeira história, digo, ela não sabia... É uma bela história, não?


A carta acabava aí, olhei no envelope para ver se havia mais alguma coisa. Encontrei uma folha menor:

"Ainda não percebeu que é de você que falo, Berit?"

Sacudi o envelope; mais um papel. Este continha informações de um endereço em NY, sobre um tal de Acampamento Meio-Sangue.

* * *


Desde aquele eu vivo aqui, combatendo monstros e enfrentando minha realidade...

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