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Ficha de Reclamação de Alice Buttet

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Ficha de Reclamação de Alice Buttet

Mensagem por Apolo em Seg Maio 13, 2013 6:51 am

Nome Completo: Alice Buttet
Progenitora: Macária
Idade: 16
Por que deseja ser filho(a) de Macária? Macária é uma boa deusa, embora confundam várias vezes o tipo de divindade que ela representa. Não mata por sentir prazer fazendo isso ou porque segue o ofício de outra divindade, ela faz isso apenas para levar ao Submundo com o mínimo de bondade aqueles que em vida conquistaram esse direito. Embora não sejam muitas as histórias que a envolvem e seja relativamente uma deusa ‘apagada’ no Olimpo, eu acredito que ela é uma das deusas mais importantes que existem na mitologia, por isso, dentre outros motivos, quero ser sua filha.

História: O tempo passa tão depressa, como em um piscar de olhos. Em um momento você é uma pequena criança chorando por causa de um brinquedo quebrado, no outro é uma senhora que olha para trás, sorri pelos momentos de alegria, tenta entender porque deu tanta importância para coisas tão ínfimas, medíocres e esconde o pesar por todas as desventuras atrás de um sorriso singelo.

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As notas que desfilam pelas mãos do pianista ecoam através do enorme teatro preenchendo com uma doce melodia o silêncio que se instalou desde que subi ao palco. Embaixo dos refletores eu deslizo completando os passos da coreografia e dando vida a Laila, apenas mais uma das trágicas personagens do balé.

Laila foi uma rainha que por muito tempo governou Nusquam, uma cidade que hoje é completamente esquecida. Uma mulher fria e egoísta guiava o reino com uma firmeza inabalável e sem misericórdia punia aqueles que acreditava precisar punir, foi vitima de uma emboscada dos próprios filhos em uma noite quando foi cultuar a deusa Kalosyni e deixada à beira de um abismo se suicidou após longos dias delirantes. Girando e girando novamente eu me perco em memórias quando olho para Elizabeth sentada em frente ao palco.

Nasci em uma pequena cidade próxima a Lille, na França. Morávamos em uma grande casa mais afastada da cidade. Lembro-me de muitas coisas sobre aquele lugar, as brincadeiras inocentes de tarde, as festas, as pequenas aventuras nas árvores que cercavam o local, as conversas sobre criaturas fantásticas como as sereias do rio Aire e por fim lembro-me de Elizabeth, ou Beth como preferia ser chamada.

Beth era uma mulher muito encantadora. De longos cabelos dourados e pele marfim, ela se assemelhava muito as fadas que eu e Nicole descrevíamos em nossas fantasiosas narrativas para a pequena Pietra. Sempre tão gentil, com um sorriso doce e grandes histórias para contar ela encantou completamente não só as crianças, mas todos na pequena vila onde morávamos. Ela e papai se casaram pouco tempo depois, eu tinha pouco mais de seis anos e desde então ela se tornou a ‘mãe’ da casa. Se eu ao menos tivesse olhado embaixo da falha máscara que enfeitava seu jovem rosto e soubesse desde pequena a pessoa podre que ela era...

Quantas noites eu me escondi embaixo da cama após ela ter ido para nossa casa? Quantas vezes fugi de casa para não ver o horror que acontecia na mesma? Vi meu pai morrendo a cada dia sendo explorado por aquela mulher vil, vi seus sorrisos e aguentei suas zombarias enquanto um a um, cada um dos meus contos deixava de existir.

As notas estão acabando, assim como meu tempo. Paro em meio ao palco e mais uma vez olho para Elizabeth, hoje vejo algo que nunca havia visto antes, há algo sombrio em relação a ela, em volta dela. Seu sorriso não alcança seus olhos que permanecem frios encarando cada movimento meu, ela sabe. Não sei como, nem desde quando, mas ela sabe o que descobri.

Estou na beira do precipício, assim como Laila esteve. Agora entendo que seu delírio era nada mais que a descoberta de uma verdade que se escondia em meio a sórdidas mentiras e o suicídio um passo, apenas um passo, para uma realidade distorcida que parecia tão distante quanto a lua e tão real quanto o mar.

Uma nota. Um passo. Uma queda.

A morte desfila em uma estranha estrada de sombras, com um livro em mãos e mais de mil mascaras. Em seu caminho ela encontra com o mais variado tipo de pessoas. Amigáveis, dóceis, delirantes, loucos, suicidas, vitimas. Para cada um ela apresenta uma face, com cada um ela se transforma, para uns é uma amiga que os ajuda a romper as barreiras e os limites do lugar vazio onde moram... Para outros ela é a debochada, que com zombarias e risadas os empurra para a beira do abismo prometendo mundos perfeitos de fantasia que nunca são encontrados... Ou é simplesmente ela, guiando torturadas almas para os abismos podres do submundo... Dentre todas elas a que mais gosto é a bondosa, que com um gesto singelo muitas vezes confundido com frieza, liberta aqueles que durante a vida ganharam o direito de continuar para uma nova parte do eterno ciclo conhecido como vida.

Naquela noite, ainda com a roupa da apresentação e saindo escondida pela parte de trás do teatro eu sabia que Elizabeth estaria atrás de mim logo, mas não importava. Eu estava indo para um lugar muito melhor, encontrar finalmente uma pessoa que procurei desde pequena. O sátiro disfarçado ia à frente e eu seguia, pensando em como é irônico que muitos fujam da morte e eu esteja aqui, apenas querendo conhece-la. Mas desde pequena eu sempre fui atrás de você não é mãe?
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